É a falta de alinhamento entre os olhos. Pode se manifestar de várias formas: um dos olhos pode estar desviado para dentro, para fora ou no plano vertical. O desvio pode estar sempre presente ou a pessoa pode alternar entre episódios de olhos alinhados e estrabismo. Além disso, o olho que desvia pode ser sempre o mesmo ou pode haver troca entre os olhos.
Estrabismo resulta de um problema no controle do movimento ocular. A via responsável por esse controle tem início no cérebro, seguindo pelos nervos e atingindo os músculos dos olhos. Adultos podem ter o estrabismo desde a infância ou podem ter adquirido na vida adulta. Alguns casos adquiridos estão relacionados a outras doenças como diabetes, afecções da tireóide, pressão alta ou doenças neurológicas, que devem ser investigadas. Pode haver um componente familiar, no qual vários membros da família tem um problema semelhante, ou pode acontecer sem nenhum histórico familiar.
Sim, mesmo na vida adulta, a cirurgia de estrabismo é indicada. Alguns casos podem ser beneficiados por outras opções de tratamento, que incluem óculos com prismas ou injeção medicação nos músculos oculares.
Não. Estrabismo pode levar a visão dupla incapacitante. Um dos objetivos da cirurgia é corrigir a visão dupla, trazendo conforto e visão de profundidade. Muito importante também é a melhora da qualidade de vida após a correção do estrabismo, com forte impacto nos campos emocional, social e até econômico. Pessoas que foram submetidas a cirurgia de estrabismo, assim como médicos especialistas nesse tratamento percebem claramente os inúmeros benefícios alcançados depois de corrigido o alinhamento dos olhos.
Não existe idade máxima. A correção pode ser indicada em qualquer idade.
Uma pequena abertura é feita na conjuntiva (membrana que recobre o olho) para acessar um ou mais dos seis músculos oculares. Os músculos são, então, reposicionados na parede do olho, com procedimentos para fortalecê-los ou enfraquecê-los, de modo a se obter um novo equilíbrio de forças que alinha os olhos. A cirurgia é realizada em um ou ambos os olhos, dependendo do caso. A recuperação, em geral, é rápida com retorno ao trabalho em poucos dias.
A cirurgia de estrabismo corrige o alinhamento ocular, mas não o grau para óculos. Quem já usa óculos, provavelmente continuará a usá-los após a cirurgia.
A córnea e o cristalino são lentes que focam a imagem na retina. A catarata decorre da perda de transparência do cristalino, dificultando a chegada de luz à retina, onde se forma a imagem.

Não existem dietas ou óculos que curem a doença. Como durante a evolução da doença o valor dióptrico do cristalino pode mudar, recomenda-se atualizar o grau dos óculos periodicamente.
Atualmente já não é mais necessário esperar até que a “catarata fique madura” para operar. Os avanços tecnológicos como o implante de lentes intra-oculares dobráveis e técnicas de facoemulsificação com pequenas incisões, tornaram a cirurgia de catarata um dos procedimentos mais bem sucedidos da medicina. Recomendamos a cirurgia quando o paciente encontrar dificuldades para realizar atividades cotidianas (como dirigir, atravessar ruas ou cozinhar) e esta necessidade visual é variável com a atividade exercida pelo paciente.
O olho é um órgão singular que muitas vezes reflete manifestações de doenças sistêmicas, sendo crucial para o diagnóstico precoce e o manejo multidisciplinar. Doenças endócrinas, cardiovasculares, hematológicas, reumatológicas, infecciosas, dermatológicas e neurológicas frequentemente apresentam repercussões oculares que podem comprometer a visão e, em casos graves, a qualidade de vida do paciente.
Entre as doenças reumáticas, destacam-se alterações oculares específicas que variam em frequência e gravidade de acordo com a patologia subjacente:
Reconhecer essas manifestações oculares é essencial para o manejo integral das doenças reumáticas, garantindo não apenas o controle da inflamação sistêmica, mas também a preservação da visão. O tratamento precoce e a abordagem multidisciplinar, envolvendo reumatologistas e oftalmologistas, são cruciais para minimizar complicações e otimizar os resultados.
A utilizaçào do laser em oftalmologia foi um dos mais importantes avanços tecnologicos desta última decada. O termo LASER é a abreviatura de “Light Amplification by Stimulated Emission of Radiation”.
Nos lasers mais comumente utilizados, uma corrente elétrica atravessa um tubo contendo varios tipos de gases ( argonio, kriptonio ) ou um material sólido (neodimio-YAG )produzindo energia. Um feixe de luz é emitido e quando focado por um microscopio, produz coagulação, corte ou dissolve certos tecidos do olho. Varios tipos de laser oftalmológicos são utilizados para tratar diferentes tipos de doenças oculares.
Doenças da retina
Há outras doenças retinianas como a coroidopatia serosa central, a doença de Eales e alguns tumores que podem ser tratadas com sucesso com os lasers.
A retina é um tecido fino e transparente que reveste internamente o olho. Tem a função de transformar a energia luminosa que penetra no olho em impulso elétrico, que é conduzido pelo nervo óptico até o cérebro, onde é interpretado como visão.
O Descolamento de retina (DR) afeta uma em cada dez mil pessoas da população. É uma doença que aparece com maior freqüência em pessoas que tem miopia ou historia familiar de descolamento de retina. Um trauma direto ao globo ocular também pode causar descolamento de retina.
Se não tratado precocemente, o DR pode levar a uma perda parcial ou total da visão.
A retina descolada é visualizada através do Mapeamento de Retina ou Biomicroscopia de Fundo de Olho. Quando o fundo de olho não é visível, pode-se utilizar o ultra-som.
A maioria dos descolamentos de retina são regmatogênicos em áreas de degenerações retinianas ou com roturas causadas pela tração do vítreo sobre a retina.
O vítreo é uma substância gelatinosa que preenche o interior do globo ocular e fica firmemente aderido à retina. Com o envelhecimento ou em algumas condições especiais como as altas miopias ocorrem alterações no vítreo e sua separação da parede da retina pode levar a formação de roturas em pontos de maior aderência.
O DRR geralmente é precedido por flashs luminosos, moscas volantes e sombras se movimentando no campo visual. A perda de campo visual parcial ou total ocorre com o DR. Pode apresentar um aumento das moscas volantes por sangramentos ou dispersão de pigmentos.
O tratamento do DRR é cirúrgico. A técnica utilizada vai depender de cada caso. Alguns casos são resolvidos com a introflexão escleral associada a criocoagulação da retina ou diatermia para fazer a aderência entre a retina e coroide ao redor do rasgo que motivou o DR. Outros casos necessitam de vitrectomia , endolaser ,gazes expansores e /ou óleo de silicone, associados à introflexão escleral .
Qualquer a técnica utilizada, é importante que a cirurgia seja realizada o mais breve possível, pois a retina descolada caminha para a atrofia.
Quando o rasgo retiniano ou degeneração da retina é diagnosticada antes da retina descolar, é possível fotocoagular as lesões com laser e evitar o descolamento da retina.
O sucesso cirúrgico e a recuperação da visão nem sempre é de 100% , mas o não tratamento cirúrgico em pouco tempo levará a atrofia da retina inviabilizando a futura cirurgia.
No pós operatório é comum o paciente se tornar ou aumentar sua míopia e/ou astigmatismo. Uma vez a retina aplicada , a inflamação resolvida , a visão tende a melhorar e chegar bem próximo do que enxergava antes do descolamento de retina ocorrer.
O tratamento do DRT deve ser precoce e necessita vitrectomia , endolaser ,gazes expansores e /ou óleo de silicone, muitas vezes associados à introflexão escleral.
O tratamento do DRE geralmente é clínico, envolvendo o tratamento da sua causa.
A conjuntiva é uma membrana fina e transparente que recobre a parte interna da pálpebra e a anterior do globo ocular até o limbo corneano (transição entre a córnea e esclera). A conjuntiva produz muco para lubrificar e cobrir a superfície do olho.
O termo CONJUNTIVITE é muito amplo, englobando qualquer inflamação da conjuntiva. A conjuntivite é a causa mais comum de olho vermelho. Para efeito didático pode ser classificada sob diversos aspectos:
Os principais sintomas são: desconforto ocular, ardor, sensação de corpo estranho, fotofobia, lacrimejamento e secreção e poderão variar em intensidade conforme a etiologia. Raramente se observa baixa acuidade visual.
Os sinais mais freqüentes são: hiperemia (maior nos fundos de saco), edema, secreção e alterações locais como papilas, folículos, hemorragias etc.
As infecções bacterianas podem ser agudas com abundante secreção mucopurulenta ou crônicas com pouca ou nenhuma secreção exceto algumas crostas nos cílios pela manhã.
As viroses são causas comuns de conjuntivite. Algumas viroses se acompanham de faringite, coriza, um ou os dois olhos vermelhos, com intenso lacrimejamento e fotofobia.
As alergias frequentemente causam vermelhidão, prurido e secreção aquosa, mas podem se apresentar apenas com olho vermelho e edema de conjuntiva. Na conjuntiva tarsal podem ser observadas papilas tarsais.
Os irritantes como a fumaça ou poeira podem causar conjuntivite. Qualquer tipo de conjuntivite é agravado por olho seco.
Os irritantes como a fumaça ou poeira podem causar conjuntivite.
Qualquer tipo de conjuntivite é agravado por olho seco.
Nem todo olho vermelho é conjuntivite. Muitas outras patologias como o glaucoma, as úlceras de córnea e as inflamações intraoculares ou uveites, podem também apresentar olho vermelho e quando não diagnosticadas e tratadas em tempo podem causar perdas de visão.
É recomendável que todo olho vermelho seja avaliado por oftalmologista, especialmente se apresentar também dor, piora da acuidade visual ou fotofobia.
Depende da etiologia e da intensidade do agente agressor.
As virais apresentam um curso mais prolongado podendo em alguns casos durar meses.
As bacterianas, alérgicas e irritativas em geral se resolvem em 5 a 10 dias.
Depende da etiologia. As conjuntivites bacterianas podem ser contagiosas através de lenços ou toalhas contaminadas com a lágrima do paciente.
As virais frequentemente apresentam comprometimento sistêmico e têm a mesma transmissão do quadro viral.
Lavar as mãos com frequência, separar toalhas, travesseiros e objetos de uso comum.
Nas virais ao redor de 7 dias. Nas outras formas não há necessidade de afastamento e sim de cuidados de higiene.
No Brasil as conjuntivites sazonais não são marcadas mas conjuntivites alérgicas do tipo primaveril são mais frequentes nesta época do ano pelo pólen das plantas.
Em alguns casos é auto limitada e não deixam lesão mesmo sem tratamento, em outros casos se acompanham de ceratites e podendo levar a cicatrizes em conjuntiva e córnea, mas na maior parte das vezes se tornam conjuntivites crônicas.
Depende da etiologia. Nas bacterianas colírios antibióticos, nas virais e irritativas usa-se colírio lubrificante e nas alérgicas os colírios antialérgicos e lubrificantes.
A perda da visão, seja transitória ou permanente, é um sintoma preocupante que exige atenção imediata e avaliação oftalmológica detalhada.
Identificar corretamente as causas e características desse sintoma é essencial para um diagnóstico precoce, tratamento adequado e prevenção de complicações que podem levar à cegueira.
As causas da perda visual variam desde condições temporárias e reversíveis até situações graves e potencialmente irreversíveis.
A classificação em relação à duração e presença de dor é um passo fundamental para guiar a abordagem clínica e identificar a origem do problema, que pode estar associada a doenças oculares, sistêmicas ou neurológicas.
A categorização desses quadros clínicos é um passo essencial no diagnóstico diferencial e no planejamento terapêutico, reforçando a importância da avaliação oftalmológica imediata diante de qualquer perda visual.
A Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI) é uma das principais causas de perda de visão central em pessoas com mais de 50 anos. Ela afeta a mácula, região central da retina responsável pela visão detalhada, essencial para tarefas como leitura, escrita e reconhecimento de rostos.
A DMRI apresenta duas formas principais:
1.Forma seca (atrófica):
2.Forma úmida (exsudativa):
Os principais fatores de risco incluem idade avançada, histórico familiar de DMRI, tabagismo, exposição prolongada à luz UV, obesidade e doenças cardiovasculares. A deficiência de antioxidantes na dieta também pode estar associada.
O diagnóstico é realizado com exames detalhados da retina, incluindo:
1.Forma seca:
2. Forma úmida:
A DMRI não causa cegueira total, pois a visão periférica geralmente é preservada. No entanto, sua forma avançada pode impactar significativamente a qualidade de vida. A detecção precoce e o tratamento adequado são essenciais para preservar a visão e proporcionar maior autonomia aos pacientes.
Caso apresente sintomas como visão embaçada ou distorcida, procure um oftalmologista especializado em retina o quanto antes.
O glaucoma é uma neuropatia óptica progressiva caracterizada por lesão do nervo óptico, frequentemente associada ao aumento da pressão intraocular (PIO), levando à perda progressiva do campo visual. É uma das principais causas de cegueira irreversível no mundo.
1.Glaucoma Primário de Ângulo Aberto (GPAA)
2.Glaucoma de Ângulo Fechado (GPAF)
3.Glaucomas Secundários
Causados por outras doenças oculares ou sistêmicas, como uveítes, trauma ocular, uso prolongado de corticoides e diabetes.
O diagnóstico é feito por meio de exames oftalmológicos:
Conclusão: O glaucoma é uma doença crônica e progressiva que exige diagnóstico precoce e acompanhamento contínuo. A adesão ao tratamento é fundamental para preservar a visão do paciente. Como é assintomático nos estágios iniciais, recomenda-se que todas as pessoas acima de 40 anos realizem exames oftalmológicos periódicos, especialmente se houver fatores de risco como histórico familiar, alta miopia, diabetes ou uso crônico de corticoides.